leo ceolin

professor

Leo Ceolin (Buenos Aires, 1971) 

Começou sua experiência com materiais aos 16 anos, atuando como serralheiro na empresa metalúrgica familiar, onde aprendeu e utilizou diversas técnicas de corte, dobra, prensa, solda, pintura e ensamblagem. 

Formou-se em design industrial pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Buenos Aires. Nesse período de estudo conheceu o escultor Ricardo Marcenaro, com quem aprendeu a técnica de esculpir em madeira com o uso de motosserra e desenvolveu junto a ele, peças únicas de mobiliário com uma abordagem escultórica. 

Chegou ao Brasil em 2001 e participou do grupo No Tech Design, formado no MUBE durante uma oficina com os irmãos Campana. Trabalhou com o grupo, participando de algumas exposições dentro e fora do Brasil. Atualmente como designer, cria e produz peças de mobiliário com forte influência da indústria metalúrgica.  Na sua produção, investiga as relações entre os processos de fabricação analógicos e digitais. 

Desde 2017, em parceria com a Oficina Lab, espaço de ensino da Cultura Maker, ministra cursos de serralheria e design.

Nas artes cênicas como cenógrafo trabalhou com Denise Stoklos colaborando na criação cenográfica dos espetáculos, Calendário da Pedra e Olhos recém-nascidos. Com Maria Bonomi em A última viagem do Borges. Entre 2008 e 2012 participou do Festival de ópera de Manaus realizando Sansão e Dalila e Lulú entre outras. Na dança contemporânea mantém uma parceria criativa com Fernando Martins, Gleidson Vigne e Jorge Garcia, com este realizou T.AT.O. e Árvore do esquecimento para o Balé da Cidade de São Paulo.

Como artista plástico ganhou o Prêmio telecom na Bienal Internacional de esculturas da Fundação Urunday. Na arte pública realizou Cobre Reluzente, na cidade de Embu das Artes e trabalhou como artista convidado no Ateliê Maria Bonomi, realizando as instalações de arte pública permanentes Epopéia Paulista na integração metrô-CPTM e Etnias - o primeiro e sempre Brasil no Memorial da América Latina.  

Desde 2014, mantém o Galpão BASE, que tem se constituído um território de desenvolvimento de projetos na convergência entre a espacialidade, a arte e o design, através do qual, também forma parcerias com outros criadores

Como artista sua investigação assume expressões diversas entre a escultura, a performance e o desenho. Interessado em  explorar as relações entre matéria e memória. Se interessa, neste sentido, por trabalhar com diversos vestígios materiais como metais, restos e rejeitos, desenvolvendo uma espécie de arqueologia do impacto da cultura do excesso na terra.